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  • Postado em: 20/09/2012 - sem-categoria

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    Poupança começa na infância

    O bom e velho cofrinho é sempre a melhor maneira de começar a ensinar os pequenos a poupar Se para os adultos já é difícil fazer uma poupança, imagine o tamanho do desafio que é ensinar aos filhos – desde pequenos – a fazer uma reserva do próprio dinheirinho. A tarefa não é nada simples, mas algumas orientações podem ajudar os pais a colocar um pouco mais de organização financeira na educação da prole.
    A primeira sugestão da psicóloga Angélica Rodrigues Santos, coautora do livro Família, Afeto e Finanças (Editora Gente, 2012) é ensinar os pequenos a dividir o valor da mesada, da semanada ou do dinheirinho que arrecadam em três grupos: um para gasto imediato, um para liquidação no curto prazo e outro montante para gasto no longo prazo.
    É claro que esses prazos devem ser sempre proporcionais à idade da criança. “Para uma criança de sete anos, um ano já é o prazo máximo que ela consegue projetar”, afirma Angélica. Ao final do período combinado, permita que a própria criança desfrute de suas economias. Importante é que ela perceba claramente que economizar dá trabalho, mas pode oferecer momentos de grande prazer.
    Até os dez anos, o indivíduo tem pouquíssima clareza quanto a eventos abstratos, ou seja, dificilmente será capaz de compreender algo que não possa ver ou tocar. Por isso, até essa idade esqueça o plano de previdência, a carteira de ações e a caderneta de poupança como ferramenta de educação. Nenhum deles fará muito sentido na cabeça dos pequenos.
    O bom e velho cofrinho é o que há de melhor para orientar os pequenos a poupar. No entanto, é fundamental que essa “aplicação” seja de curtíssimo prazo e tenha data certa para ser liquidada. “Ao fim do período combinado, os pais devem levar a criança à loja de brinquedos com o dinheiro do cofrinho e deixar com que ela escolha e ela mesma pague a aquisição”, sugere Thiago Pessoa, coordenador do Investmania, portal de consultoria em finanças pessoais afirma que “é preciso que a criança veja e toque o dinheiro que ela tem guardado.”
    A partir dos dez anos, as crianças já passam a ter maior compreensão de eventos abstratos, com isso, passa a valer a pena investir em uma caderneta de poupança. É fundamental, no entanto, que os filhos sejam sempre informados sobre o andamento do investimento e o montante acumulado. Vale lembrar que, nesta idade, já é possível ampliar o prazo de liquidação da poupança para um ano.
    Também é importante que eles sejam orientados a fazer aportes regulares, ainda que pequenos, à sua aplicação. Para melhorar a eficiência dessa orientação, Thiago sugere que os pais aportem um montante igual a cada iniciativa dos filhos. “É um reforço da importância da poupança”, explica.
    Na adolescência já é possível pensar em prazos mais longos e, consequentemente, em objetivos maiores como o carro aos dezoito e a faculdade ao fim do ensino médio. Aqui, já podem ser adicionados ao dia a dia dos filhos – que não são exatamente crianças – os planos de previdência e a carteira de ações. “O mais importante é sempre combinar as metas.”

    Fonte: Revista Você S.A

     


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